29 de mai. de 2011
16 de mai. de 2011
CASA SUJA SEM AMOR...
... Aos seus cinquenta anos, muito já foi vivido, sentido, experienciado... Ela entrou naquela casa, cobriu-se de uma rigidez algoz e disse: “Esse lugar está precisando de AMOR”. Esta casa está precisando de amor, uma casa tão fácil de arrumar... Meu Deus!”Encerou-se!
E onde está o amor – Aquela peça de dança procurou e o encontrou num reino escondido, segundo eles, o motivo do sumiço se deu porque o amor se retirou para refletir outras/novas estratégias de continuar vivo...
Brevemente naquela maneira de amar – revoltou-se, franziu a testa e pôs-se a limpar... Pensava no amor dela, um amor de pano de chão e casa limpa...
De fato, tudo mudara – há quem diga que Deus (...) não habita em quarto bagunçado... E daqui também se pode entender porque os ratos preferem bagunça (essa é outra crônica) e nada contra a bagunça dos ratos – são elas suas razões/organizações de estarem no mundo.
Andando e pensando, aquela fora uma despretensiosa adivinhação, que derrepente, acertara e colocara fim num suplício desses, de quem não consegue perceber o que está errado (ou deslocado/fragilizado) ao redor...
Pode uma vida e um amor ser modificados por uma casa limpa?
Pode um sentimento se ‘asperecer’ pela casa suja?
Que seria a casa limpa?
Muitas dessas perguntas poderão ser erigidas...
Pelo visto, essas perguntas ficarão no ar limpo da casa limpa. E quem dera mais casas limpas, derrepente muitas coisas poderiam estar arranjadas...
E um mundo menos tão fragilizado... (Isto não é, tampouco deseja ser autoajuda pro mundo, não...)
Voltando à casa:
Agora, aos que não tem como limpá-la (ou se pensa isso) é bom derrepente dá um jeito e limpar na esperança de que surtirá bons efeitos...
quem quer dizer alguma coisa?
Ao Tao do Pooh e a casa colorida de ... da obvius... a Jk e a mim,
Momento para si
Esse é um momento para (se) escrever qualquer coisa,
inclusive as que não tem valor
ou as que ficarão no guarda- roupa das más- lembranças...
1. Derrepente, correr pelo outro é coisa para pessoas menos ambiciosas e interesseiras.
1.1 Os que procuram tirar proveitos, neste sentido, certamente podem se equivocar...
As ondas vão e vem (disse o cantador), derrepente, numa delas, alguém encontrará as semânticas pragmáticas de girandolar de mundo (seja o que queira ser isso) e então,
Muitas coisas estarão desveladas:
2.0 (Não ignorar. Lê-se: Dois Ponto zero) (Flex) Estamos fadados a esta justiça que impressiona pela sua coerência e fruição... seja lá do que for... (antagônico de sua ausência).
Outro derrepente:
3.0 (Três mesmo) Vemos, então, tudo passando nas nossas mentes como déjà vu, de algo que realmente já aconteceu... (serão sempre - e sempre é muito – as mesmas coisas – como gols de craques – sempre existui e existirá igual – o campo [isso num raio circular de mundo] é propício)
4. “Não se pode tapar o sol com a peneira”;
não se pode querer tudo...
ou a peneira... ou o sol!
(nota: a peneira é furada, aliás por demais e o sol queima, hoje em dia por demais. Há de se respeitar seus horários clínica-cientificamente autorizados e suas condições de estares e serem no mundo que girandola).
Os dias que se quer fazer tudo de uma vez, melhor deletar, a Ler também estará aí...
(Óh, meu caro Senhor, nesse mundo tá Pós-Moderno, como moderar, como evitar, tudo corrobora em tempos inestancáveis à falência).
5. Não (ou sim) se pode nadar contra a correnteza...
Desistir é pior...
(Outra nota: Pororoca, tsunami, ondinhas da madrugada do réveillon... A intensidades fica a La carte ou self service – tanto faz...)
Se não escrevo, as palavras não me deixam...
(Digressão) A madrugada tem tanto barulho e tanto silêncio para ouvir o barulho...
No “momento para si” reflete-SI! Esvazia-si-se... (?)
Se vá, vá se
Se mar,
Me quer
Bem-me-quer.
Se dá, lá cá...
AGE! (SE)
[Pregões] nos sepultamentos.
Ontem estive em um sepultamento. “Ato de solidariedade cristã”, respeito à família vitimada – considerações, etc. Mas foi um dia cheio. A saleta minúscula, deveria hospedar apenas um sepultamento, estava com dois. Na saleta ao lado, o mesmo acontecia. Aproveitei e vi os quatro mortos – defuntos... Reconheci também um deles, no entanto não me ressoou quaisquer outros sentimentos, além da imensidade de num dia de chuva de outono-inverno-verão- Bahia, ver quatro mortos: a morte estava viva!Foi chegado o momento da última despedida visual [de corpo presente]. Momento do pranto, da insatisfação: da fé racional, fé filosófica, da razão, da emoção, da RELIGIÃO. Do refletir “Despertar”, do “Iluminar”. E então começou o pregatório:
De fato, quem falava mais alto, pregava [em mim] uma peça; uma mais difícil que a outra de/para se entender. Lembrei-me de Marilena Chauí: “Utopia e distopia”! Elas gritavam! E eu tentava “respirar para nada” e me anular. Não dava: Se fosse um filme e eu o diretor, o intitularia [rotular é também preciso] de “A última tentativa de conversão pelo proselitismo dos [ditos] cristãos dos santos [de fato] dos últimos dias”. Nem tanto prosopopeíco, nem muito épico, quem sabe empírico- denotativo: palavras para encher texto.
Fiquei então, no meio daquelas bíblias e sermões e reflexões e mortes. Poucas lágrimas por sinal. Ao que me parece, nesse momento o morto outra vez se vai [e penso que para bem longe] e somente retorna ao fechar dos caixões, para depois sair em nova procissão, para seu fim, começo, ou, o que quer que seja: “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”- já disse aquele cara lá.
São penosos os links possíveis entre a trinca salvação-religião-morte; que contempla outra: Vida eterna – [céu inferno]- apelação. É um pesar - pesado para se refletir! É melhor nem discorrer.
Num olhar distanciado, se é que é possível, daquele pregão não consegui comprar camarão, nem respeito; cristanidade – vi marketing ... Levei para casa gato por lebre, que agora me consome nesta escrita; confusão sobre a hegemonia e o cartesianismo do convencimento da salvação: Que salvação? Como salvação? O que salvação!
O que penso agora é que quando morrer o que vão fazer e o que vão falar sobre mim. [será que] Serei utilizado para esse escracho do ser-fazer-querer ser-produzir (conversão) cristão? É, mercado que me deixa tonto. A carne morta é carne de justificação: convenção, opressão, aceitação, conveniência, providência, objeto, maculação. E pode-se erigir outras tantas coisas.
Aquilo tudo era uma dose quase homicida, não fosse minha perma- insis-resis [tência] suicida de continuar ali... Pela escolha que fiz vou negligenciar muitas coisas... Estou suspenso! Mas nada contra tudo aquilo [ou muita coisa contra]. Gostei muito, como digo sempre: Fantástico!!! No entanto, compreender, observar e registrar as ações naquele ambiente me trouxe a este ápice!
Talvez um dia [eu] volte! Vivo ou quiçá: Morto [via outro proselitismo].
[resumido]
Caindo na real, mesmo ela sendo dolorosa...
...Chega um tempo - (tempo tolo-presente-constante-preciso) que a gente aprende, enfim que muitas coisas não podem ser resolvidas por nós como se deseja... (O HUMANO NAS SUAS DESUMANIDADES – “CAIXA ALTA” COMO GRITO)
Nesses tempos é possível perceber que as fragilidades humanas são tão maiores que nós, que infelizmente não há muito (o) que fazer e aquela dor no coração, seja lá o que ele signifique, e onde ele esteja, toma tanto nosso corpo todo e: me estreme-AMA-me-(S)er.
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