|Conto| para Cleide
Uma homenagem a Dona/Tia Elza
Às Néias, ás Laidys, Leidinhas,
E ás (aos) que estão no corpo desta brincadeira...
(Com carinho, respeito e amizade ágape).
“Nos pequenos frascos estão os melhores venenos”. Será que são também as melhores mulheres?
...Todos os dias eu passava e ela ali, falava ao celular e sorria. Falava baixinho e eu tentava ouvir, porém de nada adiantou esses dias todos de tentativa. Pensei em me esconder um dia pra ouvir, mas que dia seria esse? Escondido não a veria como todos os dias. Desisti! Todavia dizia boa noite e ela sorria pra mim. Era um sorriso misterioso, meio solto, meio largo, meio gostoso; e não parava de falar e pra mim: “- Oi Jean...” Arrastando macio meu nome, como diz o amigo Eusébio, “que delícia” – e eu ia contente pra casa dormir; (indagava sempre) certamente será que ele não estranhava, todos os dias na conversa dele “oi Jean”, óbvio, imagino, já perguntou: “- quem é esse Jean (?) (...)”
Enquanto procurava as chaves de casa, disfarçava e olhava. Antes era bem legal, agora, as escadas da casa nova, em cima da dela, atrapalha um pouco, aliás, muito; mas via, sempre procurando um jeitinho, daqueles de curioso (ou fofoqueira) me espremendo entre o portão, a fresta e a porta... Aí, sua silhueta aparecia e pensava em quem estava ouvindo.
Outro dia o vi – olhei-o e pensei: que sortudo – acho que seja aquele – pensava com meus botões (O “Ele” da questão – meu enigma, minha incógnita) a quem ela tanto fala: Insisto, que tanto fala e sorri, e fala e sorri e põe a mão nas maças do rosto – que delícia. Escrever isso me embala a imaginá-la. Perturbo, poxa! (:) Queria tanto ser o alguém do outro lado daquelas ligações... (pelo menos de mentirinha) Deve dormir feliz (ou não – coração de mulher são terrenos férteis de tudo, inclusive do que os homens lamentam – heteronormatividade produtiva).
Ps.:
Neste parágrafo tudo é muito mais sensitivo-imaginativo: (Vi um rapaz, achei que era Ele; sua cara também me dizia tantas coisas, deixa pra lá, prefiro não pensar, senão me retroalimento e peco – se é que pecado existe, lembro dos falares do escritor irlandês Wilde e Saramago e se assim for, peco gostoso – e que Deus me perdoe. (Só olhar sem maldar – pode (!)).
E o que será que Ele fala, deve fazer promessas de amor, juras “calhientes” de um brasileiro (esperto e ambicioso) apaixonado cheio de manhas e marras.
Salve Sêneca, aquele cabeludinho que acho que nunca pegou ninguém e que já disse ... que essas promessas (desses assim-assim) não chegam aos ouvidos dos deuses – e se eu fosse um desses deuses, realmente taparia os ouvidos, jogaria um raio e queimava cada celular que ele tentasse falar (com ela) ou ainda o daria uma língua morta (hebraico, latim, aramaico) para que ela jamais o entendesse... (quanto ódio nesse coração? – Não, não – biologicamente: defesa de território).
Ressaltando:
Depois de abrir o portão e a porta, entrava e ao trancar o portão, restava aquela greta entre Ela e a porta e o portão: continuava a olhar. Precisava entrar, cuidar da vida, porque aquelas duas, com certeza, estavam bem arranjadas, se olhado pelo lado que via, então – que delícia...
Sempre a vejo tímida, calada, limpando a casa. A porta cheia de menininhos, e no lugar comum, eles, com o cheirinho de leite, típico da idade, que ronda a cada um deles e ao espaço; e o d’Ela, com seu cheiro de mulher e seus ácidos (de feiticeira que modificam/alteram os homes).
Ela, certamente, deve representar (espero) o lugar que eles querem se nutrir daquelas idades para frente, e se não for assim, mesmo ainda, terá o dedo dela (comigo foi assim, a outra vizinha e os becos e a noite, antes de Mamãe chamar pra entrar e ir dormir, que o diga – risos!), aliás, mais que o dedo, perdoe-me se estiver sendo obsceno. Não dá para acreditar (na maldade interpretativa de quem vê – EU!) que aqueles pré-adolescentes, se é que esse “pré” ainda existe, (duvidoooo) ficam na porta dela apenas por ficar, ainda mais se detalhar os trajes que costuma vestir, são motivadores... Depois falarei dos homens que passam e olham... Rio, de sorriu...
Pois é, ao que parece nenhuma dessas crianças terão chance, mas do jeito que o mundo tá (OTIMIZANDO), derrepente pode erigir daí algum sortudo que seja contemplado com aquele, que deve ser, gostoso abraço e beijos e carinhos e, e, e, ...
Wesley, Max, Tales (esses são primos, mas “í” da-”í”?) Juninho, Ronald... O vizinho do lado, o do outro lado, o da frente, o da rua de baixo, o da rua de traz; os meus amigos, as minhas amigas: aquelas que sentem inveja; as que gostam da coisa e também são maravilhosas; as que não tem e lamentam... Todos felizes ao vê-la, menos essas últimas que disse aí há pouco.
Há! Ia-me esquecendo, dos enamorados, dos noivos, dos casados, dos enforcados (quando a esposa não presta – argumento para pensar e sedimentar a enforcadura); os castrados, os coitados. Como diz aquela música “... eu não me canso de olhar, não vou parar de te olhar” e minha Esposa que jamais saiba disso – mesmo que isso já esteja na REDE. Há, ia-me esquecendo novamente: nessa lista supracitada, estou no hall dos casados, ainda bem que minha esposa é um amor (eu acho – neste sentido, desconfiar é preciso) e nem se importa com essas coisas aí, como diz Mamãe novamente, “me esbaldo”, mas Mamãe dizia assim: “... Pode se esbaldar à vontade, depois lhe dou o seu”. E confesso que depois de tanto falar, ela me deu, e não gostei. Prefiro não continuar!
Tomara, oxalá e Oxalá (me proteja) que minha esposa não pense dessa mesma forma, senão vou ver de novo... (mas é de amor, não dói não (rsrsrsrsrsrs...). Quem quiser que fique nessa!)
Nesse sentido, tentarei ocultar nessas letras pretas – e cheias de hormônios (adrenalina, feromônio, estrogênio, ênio, ênio...) quaisquer outras sensações mais condenatórias, às minhas relações com a Santíssima Esposa. (Dentro do possível, (tanto dentro, quanto fora)).
A propósito: Bigamia no Brasil ainda é considerada adultério-traição, crime; tem haver com aquela lei lá das Mulheres-Maria da Lapa-Penha-Passé; consiste crime de prisão em regime fechado, semiaberto, aberto com prestação de serviços à comunidade, apedrejamento em praça pública? Se sim, estamos atrasados, tudo hoje não é flex? A tecnologia é alto-suficiente, o Brasil, com o pré-sal, e mais várias coisas... Vamos evoluir: Não que eu queira duas: claro que não: nem agüento. (pra fechar a questão e tirar a pulga d’traz da orelha).
Sabe por que estou perguntando tudo isso? É porque se tem que medir tudo isso pra ver se vale à pena insistir-investir. E se puder, vou tentar essa pra mim – brincadeirinha viu Esposa! E a mão não escreve do que o coração tá cheio. E se assim for, nesse caso é guludisse ou uma ou Cleide, digo, ou outra.
Outro dia, nos recônditos de minhas imaginações e cunhado pela coragem do prazer, ela estava descendo a ladeira, trajava aquele vestido delicioso, que à la o Amado Jorge, que “dentro dele tudo pula como se estivesse num samba” – a abracei, confesso, pequei: queria senti-la.
...Olhe!
É bom ressaltar, enfatizar, deixar -semanticamente-expresso-e-impresso (tudo colado pra não confundir) que muita coisa aqui não é verdade, é fruição literária, tem as permissões da licença poética, ET Cetera, ET Cetera, ET Cetera...
Pra depois essas coisas não me complicarem, voltarem como meu atestado de óbito ou minha pista, escrita por mim, do meu próprio punho, para o meu próprio crime, porque tudo vira lugar de acusação nessas horas...
Porque na verdade eu não tenho medo de nada, só que quero sossego e preciso ainda dos meus olhos, porque mulher já sabe, não é brincadeira, elimina o mal pela raiz, e nesse caso aqui, a raiz são meus olhos que veem e vão atrás dessas coisas. Sem olhos (vamos combinar) para ver o que relato, não dá! E esse negócio daquela cantiga, quase uma premissa maior, que “mulher não trai, mulher se vinga” – ilustra também isso aqui.
Lembrando que conto é substantivo masculino de historieta (que é s.f. de narração sem importância (tá vendo); novela (que é lugar disso, traição, cafajestagem, mentirinhas...); anedota – lugar para rir); fábula; história; invenção. (Segundo o Novo dicionário escolar da língua portuguesa).
Não se enganem, pelo amor de Deus! Conclusão, dois pontos:
= (igual). Equação suscitada:
Esse relato é FACTÍCIO –artificial, convencional; não é fac-símile – reprodução exata, neste caso de sentimentos; é ou não é, FACTÍVEL – que pode ser feito, neste caso desejado, celebrado; e no meu caso, jamais (que pena) será FACTO –generalizado por aqui como FATO - feito, ação consumada... Lê-se: Ela é real, não é fato + para muitos é factível # de factício – eu estou por aí... (em resumo ela é gostosa. Ponto. Escrevo o que me disseram, não sou eu que falo isso).
Enfim, aquela blusa molhada das roupas lavadas é demais. Será que ela não percebe? Isso pode ser atentado ao pudor dos corpos e das mentes castas, puras e (mesmo estas) impuras. Alguém precisa mandar Ela se corrigir, se compreender, porque casamento é caro, divórcio é mais caro ainda, dizem; e essa perturbação não pode continuar. E não falo por mim. Ela nem me incomoda, estou sendo sincero.
Voltando a Ela: Será que é caro administrar uma Mulher como essa, vou perguntá-la, será que a ofenderei? Aliás, vou ficar aqui da minha greta quieto que é melhor. Já me bastam os problemas de olhar. E olho porque quero, ninguém mandou...
Olhe, de novo, vou além, a casa toda é assim, (tem pra todos os gostos – os melhores) desculpem-me os achegados, das limas aos limões... Verdades tem que ser ditas e desveladas (mais não precisa desvelar tanto, os shortinhos de “lycra” já bastam).
Outro enfim, se fechar os olhos posso vê-la falar-me “Oi Jean”, aí me arrepio todo, só isso, nada mais... Será que ela falaria assim aos meus ouvidos? Posso ver seus olhos sorrindo-me. Isso vou pedir e prometo que paro de bisbilhotar. As outras coisas continuo fazendo, não conto, nem escrevo pra ninguém...
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Será que causo tanto impacto assim?Essa mente fértil só poderia ser sua Jean muito obrigada,fiquei um pouco constrangida, envergonhada sei lá mais...adorei! muito bom "Oi Jean". rsrsrs
ResponderExcluirOBrigado Cleide, creia na sinceridade da dedicatória inicial neste conto, trata de um amor ágape, é um amor gratuito,ausente, então, de quaisquer outros desejos... É uma doce e divertida brincadeira de escrever, pelo menos para mim, já aos que passam aí na rum e te veem no mundo, não posso deizer as mesmas coisas...
ResponderExcluirbjãooo, visite-nos SEMPRE
iiiiiiii ó pra Creidia! Tem até conto... Muito bonito, parabéns Jean (tb com uma musa dessas) rsrsr brincadeirinha!
ResponderExcluirAaaaaaaah! E que mente fértil essa sua heim?! Escreves peças tb?
Bjs,
Cyd Mayana
tem muito, VALEI-ME!
ResponderExcluiradoreiiiiiiiiiiiiiiii.
PRECISAVA CONTAR... RRSRSRSRSRSRS
ResponderExcluirprecisava sim, há os que precisam saber...
ResponderExcluirESPOSA
ResponderExcluirObrigada pela liberdade...
tá na rede né!!!!
já que vc se vesti com o direito de expor assim...
devo t lembrar que sou MULHER igualzinha a seu conto,não tenho limas nem limões mais tenho peras suculentas peras que enchem as mãos...
OBRIGADA PELA LIBERDADE...
si, sim!!!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirbem vinda (o)