Poesias...





entre náuseas e lembranças


“...Ela me beijava,
pelo espelho, paralaxe, a olhava.
Fechava os olhos, vivia um “amor puro”.
Essa é uma lembrança “lacrimosa”.
Vejo o tempo turno – saturno, longe, terra – enterra
 As imagens paralisam - menina... (Abre a boca, grita)
                                               Lágrima esboça falar. A vela apaga, soprada outra vez reluz...     Vê-se a cruz - encruzilhada          
Vivi!Lembro! Choco-me.
Onde há de estar o que se perdera,
voltará?”
















 Difusão de Pensamentos
Pensamentos difusos


Se O meu pensamento for difuso
posso viver três mundos...
Mas quando meu pensamento for como o teu
seremos no mesmo mundo um eu
Se invado [outro] mundo, desbravo
os obscuros

Se entrego meu mundo
se meu pensamento for difuso, desencadeio mundos, desfaço
os muros dos meus eu’s profundos
Sou sensível, sou fino, sou povo
sou mudo

Se não fosse humano como serviria senão andando
se não me humanizasse como viveria, senão
amando

Se o meu pensamento for pluriaberto
Decerto vagueio sincero, errante, martelo
se o meu pensamento for pluriamente aberto, decerto caminho
martelo, errante, sincero

Se Todo mundo for sincero,
navego em mar aberto, vivo um arlequim, um lago
um fio remendado de brim

Se o meu pensamento for difuso
entendo todo o mundo
respeito além de tudo
ganho um amigo num soluço,
[Se] erro, corrigo arrependido,
 refaço um mundo.                                Quinta-Feira 15:30