12 de fev. de 2011

Eu cresci, tudo cresceu


numa aula

Abri a porta e elas e eles entraram, entre vinte a trinta, ou mais... Esperei... Esperei. Escrevi: (Poematizei-os)

Uma vez que eu cresci
queria continuar menino
falar como menino
ter responsabilidades de menino

Não sabia que ser homem
era criar destino
doces eram os meus momentos de menino:

Olhar cansado de tanto brincar
Um Deus de criança para eu amar
uma menina inocente R’eu me apaixonar

um doce ninar
um longo reclamar:
­__ menino chega de brincar!
Que nem atenção eu podia dar

um tempo que não sabia o que era sonhar
achava que era imaginar e tudo podia se concretizar

Hoje sei que sonhar é chorar,
é lamentar, é esperar

Quem me dera ao menos hoje menino
             virar,
ia correr, pular, cantar
talvez fosse chorar
se lembrasse que em homem  havia de retornar
...mas antes disso jogaria bola, brincaria de “esconde – esconde”,
brincaria de ir ao banco (que hoje é um pranto)
e brincaria e o dia passaria e dormiria...

De manhã acordaria, inventaria coisa de um novo dia e nova responsabilidade de criança assumiria:
Iria à escola. Gritaria. Queria tudo que coubesse num dia
     talvez a pró eu beijaria ou na sala vazia de picula eu encheria e brincaria e correria , quem sabe até cairia,
 e para a queda um sorriso eu daria...

porém hoje, uma topada acabaria o dia,
uma dor de cabeça me afligiria
 decerto eu lembraria que quando criança após uma topada
               cuspe passava na ferida criada e brincava
aí ‘ de noite’ mamãe reclamava, passava pomada,
talvez me beijava
e a dor toda voltava
              e com ela eu dormia e sonhava
sei lá o quê
 sonhava o nada, lutava, nadava, voava,
                    sonhava, ...
Uma vez que eu cresci
  tudo isso
     ah!
Cresceu...                        



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