13 de fev. de 2011

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Aquele dia o vi  treinando, tentava deixar a fé prolixa, e vi: a fé ali sorria,ora talvez existia... Interpelado (questionaram): "Mas não é tudo em vão?" A fé respondeu (talvez por ele) e riu: só espera... As interrogações foram erigidas por si só...
                        e outra voz ao acaso versou, era uma criança:

                                  esperar para quê?
                                  Sua testa franziu...

12 de fev. de 2011

Eu cresci, tudo cresceu


numa aula

Abri a porta e elas e eles entraram, entre vinte a trinta, ou mais... Esperei... Esperei. Escrevi: (Poematizei-os)

Uma vez que eu cresci
queria continuar menino
falar como menino
ter responsabilidades de menino

Não sabia que ser homem
era criar destino
doces eram os meus momentos de menino:

Olhar cansado de tanto brincar
Um Deus de criança para eu amar
uma menina inocente R’eu me apaixonar

um doce ninar
um longo reclamar:
­__ menino chega de brincar!
Que nem atenção eu podia dar

um tempo que não sabia o que era sonhar
achava que era imaginar e tudo podia se concretizar

Hoje sei que sonhar é chorar,
é lamentar, é esperar

Quem me dera ao menos hoje menino
             virar,
ia correr, pular, cantar
talvez fosse chorar
se lembrasse que em homem  havia de retornar
...mas antes disso jogaria bola, brincaria de “esconde – esconde”,
brincaria de ir ao banco (que hoje é um pranto)
e brincaria e o dia passaria e dormiria...

De manhã acordaria, inventaria coisa de um novo dia e nova responsabilidade de criança assumiria:
Iria à escola. Gritaria. Queria tudo que coubesse num dia
     talvez a pró eu beijaria ou na sala vazia de picula eu encheria e brincaria e correria , quem sabe até cairia,
 e para a queda um sorriso eu daria...

porém hoje, uma topada acabaria o dia,
uma dor de cabeça me afligiria
 decerto eu lembraria que quando criança após uma topada
               cuspe passava na ferida criada e brincava
aí ‘ de noite’ mamãe reclamava, passava pomada,
talvez me beijava
e a dor toda voltava
              e com ela eu dormia e sonhava
sei lá o quê
 sonhava o nada, lutava, nadava, voava,
                    sonhava, ...
Uma vez que eu cresci
  tudo isso
     ah!
Cresceu...                        



O mundo girandolando...


“As nuvens acima se unem e se separam
As brisas no átrio saem e retornam
Assim é a vida. Porque não relaxar?
Quem? Quem nos impede de celebrar?”
(O Tao do Pooh – Bizzi Bzz Bzz – Benjamin Hoff. p.110)



E o mundo gira
As palavras vão e volta
As mensagens vem e retornam
(A)s amizade(s) sorri(em)
e se malda(m)

E o mundo gira
As palavras retornam
E o mundo gira
 a maldade vai
lá e cá
aqui e acolá
de cá pra lá
E o amor se estranha
aqui e ali
do Monte ao Horizonte
do Mal ao Bem
do Bom ou Mau

E é assim:
O mundo gira
de mal com o
Mundo, de mal com
tudo e por assim se
vai,
se levanta  e cai
 entardece, amanhece
 e tudo
 no seu lugar
 só muda de estado
 ou ação

E assim gira
o mundo
Girando tal qual
um pião..