17 de mar. de 2011

De Coisas de menino
“(...) Dedique um tempo para a troca de toques... na verdade qualquer que seja a hora do dia, toque a pessoa amada sempre que ela estiver ao seu alcance. Deite a cabeça em seu ombro, abrace-a... Segure suas mãos. Toque-a com os pés... suas costas, seu rosto, seu cabelo. Acima de tudo, toque com amor e gratidão. Deixe que ela  [a pessoa] sinta o amor que há nos eu gesto. O toque é a única maneira de nos conectarmos fisicamente uns com os outros.”
(Sexo Zen – O Caminho da Plenitude. Philip Toshio Sudo. p. 39.)


Tuas mãos em mim, um rio

 10-2006                                        23:19                   21/06/06
Quando tuas mãos me tocam, rio
sinto brotar em mim um manancial, nascente
de um lago e rio...

Quando tuas mãos me tocam, rio
sinto a cura do vazio
e rio

Quando tuas mãos me tocam, rio macio
sinto ‘apele’ querer carinho
 fecho os olhos solilóquio sozinho
sinto a chuva correndo para o telhado
abro os olhos e rio

Quando tuas mãos me tocam, rio
minha pele por si, sem mim , fica nua
as aves assobiam, acontece uma revolução nas minhas mãos,
que deixo invadir ao coração,
que deixo explodir nas emoções
                e rio
                                                                                          (noivos)
Quando tuas mãos me tocam , rio
sou um rio
tenho tudo: calor, sorte e frio
melindroso por ti me deixo invadir
         e
              rio...

23:33
De Coisas de Menino

 (O que somos) além de nada

somos um corpo no meio do nada,
no quarto, na sala, querendo água
Massa é pó, num só
Somos um nada.

Somos um fantoche, mal ou bem feitos, com ou sem sorte
Somos um pote de cheiro bom ou ruim depende das intemperanças
das bonanças, das alegranças

Somos um nada no vazio,
invisível do ser, obsoletos e supersticiosos,sobreviventes no agir e conviver.

Não somos nada, tampouco nada
Sangue, suor, hemácia, água, sais, lipídios
necessidades e mais nada

Trampuliamos na corda bamba, na arma branca
na morte santa, na sorte lânguida, na ânsia vômita, na lança branda na vida bamba.

Matamos as esperanças, clamamos por mudança e o corpo só retalho do outro
insosso e osso,
Coito interrompido da eternidade, um lugar no espaço.

Somos nada, queratina, melanina] nada; papel, glóbulos, mau-hálito
Fracasso, progresso, escravos

Tinhosos somos cobras, suaves como mel
mera proteção material
Somos podres, como carne enrolada
num jornal, outro poder material
se a proteção(nós divinal) a carne) refrigeral, perecemos tornando fedentina
das que urubu gorfam e orifícios adentramos nazalmente podres
outros seres imundos, coisas de nossa essência, coisas do que somos.
Nada!? Tinhosos, maldosos, bondosos, harmoniosos,ossos,R,os,s
Porra, esperma, zigoto, mórula... (05:51)
Somos, janela, telhado, metal, matéria
urso de pelúcia nas mãos do mal,
espadas de vários gumes
até do bem, de vez em quando sal.

Debochados, amorosos, tímidos, saudosos
melecas pus vermes fezes
Nada, além massa...
Nada de nada, mucosa gástrica  (51:43)
Faca, estria, caça
Sementes, doentes nas noites quentes
Sensíveis, alegres, descontentes
Angústia, utopia, fogo, maresia

Somos céu, somos mel, somos magia
luz n estrada sombria, tosco de sombra
recheio de sangue e criança
somos tudo e/ou nada além de água... e nada.           (05:39)